Equilíbrio Neuromuscular

Conheça o que é o Equilíbrio Neuromuscular e sua importância fisioterapêutica.

Princípios

Trata-se de uma leve vibração ou um micro-thrust destinado a reduzir os problemas articulares e vertebrais através de uma correção não manipulativa com a ajuda de um pequeno aparelho mecânico que produz uma vibração precisa e suave no sentido da correção da lesão.

Esta vibração ou micro-thrust envia uma informação ao corpo que aceita e desencadeia seu processo de auto-cura. O que restabelece uma amplitude normal não dolorosa nas articulações e relaxa ao músculos.
Atuando desta forma, nós controlaremos o equilíbrio neuromuscular global e/ou segmentar de nossos pacientes.

Explicação do método

Durante toda a nossa vida, o corpo é submetido a pressões, estresse, movimentos repetidos, choques físicos, acidentes, etc. Além disto, nós temos atitudes que deformam nossa coluna vertebral progressivamente, sempre no mesmo sentido, mas para cada um diferentemente.

Se com a mão eu apoio em uma articulação no sentido da lesão, os músculos se contraem, a deformação aumenta, uma torção ocorre na bacia e uma perna pode aparentar mais curta; nós chamaremos de PC.

Ao contrário, se com a mão eu vou no sentido da correção da articulação, o corpo se relaxa e as duas pernas se igualam.

Com a pressão da mão, nós podemos ter uma resposta “sim”ou “não” do corpo do paciente.

Estresse: os músculos se contraem.
Correção: os músculos se relaxam.

Vocês terão certeza de ter corrigido ou não, no lugar certo e na direção correta, imediatamente.

Durante o tratamento e a cada teste, nós estimulamos e corrigimos unicamente as regiões que necessitam. Tendo o corpo aceitado esta informação e se nós reproduzirmos o teste, ele permanecerá positivo. O corpo não é forçado, ele permanece livre para aceitar a informação e para reagir imediatamente na maioria dos casos. Às vezes, a reação pode se produzir vinte e quatro ou quarenta e oito horas depois do tratamento e mesmo depois de três ou quatro sessões de acordo com o nível de bloqueio. Como em homeopatia, nós enviamos uma informação para provocar uma reação e o corpo que desencadeará, então seu processo de auto-cura.
Todos os biomecanicistas e energeticistas sabem e dizem “Tudo está em tudo” . Cada ação cria uma reação. As doenças psicossomáticas são as mais reveladoras para compreender que o corpo é o reflexo da alma. A coluna vertebral que é o mastro do corpo recebe todas as informações. Estimulando de maneira precisa a coluna vertebral, nós podemos equilibrar e anular todas as tensões neuromusculares.

Anatomia

Da coluna vertebral, partem trinta e um pares de nervos raquidianos.
Cada zona de influência de um nervo raquidiano se divide em cinco partes para formar o segmento ou inervação segmentar que é todo o território sob influência de um só nervo raquidiano.

Nós temos, portanto:

  • o neurótomo que é o nervo raquidiano e os nervos vegetativos;
  • o dermátomo que é a zona de influência do nervo raquidiano na pele e no tecido subcutâneo;
  • o miótomo que é a inervação do músculo, dos tendões, dos ligamentos e das aponeuroses;
  • o enterótomo que é a inervação da víscera correspondente ou do território visceral ainda chamado viscerótomo e angiótomo para os vasos sanguíneos e linfáticos;
  • o osteoma que é a inervação do osso.

Atuando sobre uma parte do segmento, por via reflexa atuamos sobre o todo incluindo o órgão. A coluna se apresenta no seu conjunto como uma vasta cadeia poliarticular onde todos os elementos são solidários uns com os outros. A estabilização e o posicionamento dependem das cadeias musculares que estão ligados.

Uma cadeia muscular profunda que é feita de músculos intersegmentares mono-articulares e outra cadeia muscular superficial, constituída de músculos longos e poliarticulares.

Há dois tipos de inervação muscular:

  • a dos músculos dinâmicos, responsáveis pelos gestos voluntários, conscientes;
  • a dos músculos estáticos, responsáveis pelo equilíbrio ( equilíbrio segmentar ascendente, adaptações estáticas descendentes) que atuam de maneira reflexa.

A função estática depende destes dois sistemas. Um é o reflexo miotático que é primitivo, é um arco reflexo no nível do músculo. O outro, mais elaborado, é o arco gama que harmoniza toda a tonicidade postural em função da verticalização e da horizontalização do olhar.

Estes músculos paravertebrais fortalecem a coluna vertebral formando barras compostas de osso-músculos cuja resistência é superior a do esqueleto.

Os movimentos voluntários da coluna vertebral se inscrevem num programa cortical global extrapiramidal, coordenado pelo cerebelo, a partir dos proprioceptores músculos-tendinosos, os fusos neuromusculares e os órgãos de Golgi.

Toda inclinação faz surgir as contra-reações imediatas de equilíbrio. O que faz com que toda modificação da estrutura de uma articulação vertebral repercute imediatamente sobre o conjunto da coluna vertebral através do jogo das curvaturas permitindo a horizontalização do olhar. Esta está submetida à pressão mecânica de C1, C2, occipital permitindo uma compensação diferente a cada uma: horizontal, vertical e transversal. Nós encontraremos sempre alteração de uma destas articulações.

O sacro é o osso inferior da coluna que equilibra ou que faz as torções da bacia e distribui o peso do corpo sobre os membros inferiores. Neste caso, se L5 não estiover anquilosado ou deformado de um lado, L5 torna-se a vértebra mais baixaa e a mais móvel que compensa a báscula do sacro. Esta última tende, anatomicamente, a ir para baixo e para frente em relação as cristas ilíacas. O sacro articulado com L5 e as duas asas ilíacas deve fazer aproximadamente 35º com a horizontal. Suas facetas articulares tem a forma de um L invertido. Atrás ou a face dorsal do sacro é mais reta que sua face anterior ou pelviana. Vejamos um resumo da primeira parte dos testes.

As duas posições de base

A posição 1

O paciente se posiciona em decúbito ventral com os braços ao longo do corpo.
Esta é a posição de referência para todos os testes e as correções.
Sem tocar no paciente, nós olhamos a posição dos pés.
Um lado é mais curto, freqüentemente em rotação externa. Esta é a falsa perna curta que servirá de controle a cada teste. Para simplificar, nós a chamaremos de PC direita ou PC esquerda.
Nós seguramos os pés com o polegar sobre os calcanhares, indicador no eixo da fíbula, os três outros dedos sobre a parte anterior do pé.
Nós apoiamos levemente para levar os pés na vertical em relação ao solo, sem pronação ou sipinação.
Esta posição confirma a PCD ou PCE .

A posição 2

Suavemente, nós flexionamos os joelhos à 90º , sem ultrapassar.

Se a perna curta se alongar, nós temos PCD ou PCE. Nós temos uma rotação de L5 do lado da perna curta.

Se a perna curta permanece curta, nós temos PCD2 ou PCE2. Nós temos uma rotação de L4 do lado opostop à PC.

Em posição 2:

Não aproximamos os pés, mas deixamos um espaço de uns dois centímetros.
Levamos a sola do pé para a horizontal, o indicador contra o bordo do pé, o polegar em cima .

A perna que se alonga ou que continua curta indica sempre o lado da lesão e, portanto, da correção.

O sacro e o cóccix estão no início da primeira curva da coluna vertebral: a báscula do sacro ocasiona a atitude escoliótica ascendente com suas diferentes rotações.

O sacro deve estar bem equilibrado entre as duas asas ilíacas para distribuir de maneira simétrica a pressão do corpo sobre as duas pernas.

A falsa perna curta: explicações, aprofundamento.

A falsa perna curta designa uma posição anormal desde o eixo da cabeça femural até à planta dos pés, As lesões sacras e pelvianas induzem um peso excessivo na direção da falsa perna curta; o que diminui e altera a circulação sanguínea e o influxo nervoso. O arco do pé se aplana devido a atonia de seus ligamentos e de seus músculos e encontra-se os pés planos com uma dupla rotação cubóide e escafóide que solicita mais os ligamentos do joelho.

Retomemos as lesões sacras e a rotação de L4 e L5.

L5 é freqüentemente a última vértebra móvel da coluna vertebral. O sentido da rotação de L5 é anterior e inferior na direção do lado mais baixo do sacro e da falsa perna curta. Segundo a teoria de Logan, a vértebra móvel, a mais baixa, compensa o bloqueio da base do sacro.

Diminuição de um lado do corpo vertebral de L5.

A idade e a artrose podem deformar L5 e a torna solidária ao sacro. Neste caso, é L4 que se torna a última vértebra móvel e gira para o lado oposto de L5.

Nos jovens, neste caso pode-se encontrar uma sacralização de L5 ou uma hipertonicidade do psoas na sua inserção em D12, L1, L2, L3, L4 e não sobre L5.

L4 substitui L5 e gira completamente na direção oposta do sacro e de L5. Neste caso, a vértebra L4 gira em direção do lado baixo e seu suporte que é L5 apesar que este seja o lado alto do sacro.

Nós temos PC2

A diminuição anterior ou posterior do corpo vertebral muda e altera as curvaturas fisiológicas da coluna vertebral. Essas deformações causam a compressão dos discos e uma inflamação dos nervos raquidianos.

Num disco vertebral, o núcleo pulposo que distribui as pressões, se desloca em direção à parte posterior do pinçamento mais importante. É provável que esta compressão tenha um efeito importante nas curvaturas vertebrais e as deformações artrósicas. Este deslocamento das pressões mecânicas sobre as superfícies dos corpos vertebrais muda as linhas normais de gravidade do corpo e causa as dores musculares e nervosas.

A importância de L4 na posição 2

A falsa perna curta continua curta na posição 2. L5 estando, neste caso especificamente, solidário ao sacro, L4 que se tornou a lombar móvel mais baixa gira na direção do lado mais baixo de seu apoio. Na palpação, nós vemos que L5 está bloqueado em direção ao lado alto do sacro e L4 gira em direção oposta à L5.

L5 bloqueado, é pressionado para seguir o movimento do sacro e gira com ele na direção da falsa perna curta.

A dificuldade na posição em pé de levar a coxa para a horizontal significa que L4 está em rotação. Neste caso, a correção é feita em L4 do lado oposto da perna curta (figura 3).

Neste caso também, em geral, nós temos uma rotação completa de toda a bacia L5 inclusive.

A correção

Uma vez a vértebra localizada – L4 ou L5 -, faz-se o teste de pressão ( apóia-se delicadamente com os dedos sobre a articulação, no sentido da correção) que deve equilibrar o comprimento dos dois pés e então a corrigimos. O sentido da correção, neste caso, é de 45º antero-superior sobre a articulação vertebral.

Refazendo o teste específico de L4 ou de L5, nós teremos a certeza de termos corrigido corretamente a vértebra se os dois pés permanecerem do mesmo tamanho na posição 1 e na posição 2.

A sessão de base dura cerca de oito a dez minutos. Nós não corrigimos todas as vértebras, mas sim as principais. Em seguida, de acordo com o paciente, nós podemos refazer os testes e as correções complementares nas articulações ou nas vérteb rãs específicas. Para respeitar o tempo mínimo previsto na nomenclatura, se complementará o tratamento: massagem, fisioterapia, alongamento, fortalecimento muscular específico ou qualquer outra técnica de reeducação apropriada.

Conclusão

Eu utilizo esta técnica há dez anos, todos os dias nas sessões de reeducação e com grande eficácia. Ela se aplica tanto às crianças, aos esportistas como as pessoas idosas.

A pressão do pequeno aparelho é igual pela manhã como à noite, os pacientes são sempre tratados com a mesma precisão.
Suave, precisa, eficaz, a técnica do ENM lhes permitirá otimizar os resultados de seus tratamentos de fisioterapia sem cansaço para vocês mesmos e sem estresse para seus pacientes.

F. SOULIER

O DEDO DO SABER

François SOULIER
Apresentação da técnica de Equilíbrio Neuro-Muscular
21, Av. Scudéri.G1 06100 NICE
http://www.medidis.com
infostage: 06 63 46 27 36

I- INTRODUÇÃO

O ENM é direcionado para as dores articulares e vertebrais de seus pacientes e libera as restrições de mobilidade.

É um método inovador, preciso, simples, eficaz, que se destina a todos, da pediatria à geriatria, sem se esquecer das patologias dos esportistas.

Esta técnica é baseada num protocolo de testes estruturados. A confiabilidade da correção realizada e controlada a cada etapa do tratamento.

O ensino do ENM se dá em três níveis. Entretanto, desde o primeiro nível, os resultados obtidos nas patologias encontradas cotidianamente no consultório lhes surpreenderão agradavelmente.

O ENM consiste em um equilibro de todo o corpo, considerando o indivíduo globalmente.

Eu os convido para descobrir a Equilibrio Neuro-Muscular: sem cansaço para o terapeuta, sem estresse para seus pacientes, lhes assegurando uma qualidade no tratamento idêntica do início ao final do dia de trabalho.

O praticante experiente, praticante iniciante, vocês encontrarão benefícios integrando ENM na sua prática, qualquer que seja a orientação.

II- ORIGEM DO MÉTODO

Antes de entrar na descrição detalhada da técnica, permitam-me lhes explicar a evolução que permitiu elaborar minha técnica de Equilibrio Neuro-Muscular.

O caminho profissional que eu segui e minhas diferentes criações como consultório liberal na França e em outros territórios em outro mar (d’Outre Mer) foram sempre marcados por diferentes estágios todos guiados pela pesquisa do “gesto mágico”que trata tudo e todos eficazmente.

Durante dez anos, estudei, assimilei, comparei e certamente pratiquei diferentes técnicas de terapias manuais e estruturais, em particular a osteopatia e a quiropraxia, da mais energética a mais suave.

Eu também encontrei as técnicas não manipulativas baseadas no equilíbrio da bacia, assim como a digitopuntura, a reflexologia auricular específica, a microcinesioterapia, o método Moneyron. Esta última reforça a importância da posturologia.

Estes anos de estudo me levaram a seguinte conclusão:

A força e a técnica utilizadas para um tratamento não são, contrariamente às teorias habitualmente ensinadas, a parte fundamental da terapêutica bem sucedida.

É o que ele é, por outro lado, um diagnóstico lesional bem cuidadoso, feito seguindo um questionário preciso paciente relacionando-o com os testes específicos permitindo a um tratamento adequado, princípio do sucesso terapêutico.

Eu me distanciei progressivamente de um cuidado unicamente estrutural, osteomuscular para abordar, no terceiro milênio, um tratamento reflexo de equilibrio neuro-muscular.

Com o hábito de praticar com rigor e paciência, pude estabelecer um protocolo de testes e de correlações precisas que utilizo no consultório a cada dia, tal como um bom número dos meus alunos com resultados muito satisfatórios.

III- PRINCÍPIOS:

a – Como se desenvolve um tratamento:
A primeira parte do tratamento efetua-se obrigatoriamente em decúbito ventral.
A fisioterapia envia uma vibração precisa e não dolorosa em um certo número de articulações.
A sessão se desenvolve num clima de descontração e relaxamento.
A seguir o paciente se levanta e a segunda parte do tratamento é feita com o paciente em pé.
A vibração, realizada pelo terapeuta em pontos específicos determinados por um protocolo de testes confiáveis, se efetua com um aparelho mecânico do tamanho de uma caneta mais grossa:

O Equilibrador Neuro-Muscular.

b – Apresentação do aparelho:
Construí o Equilibrador Neuro-Muscular com a ajuda de um engenheiro e do CEREM.
Ele gera uma pressão ideal de meio quilo (obtida depois de várias tentativas).
Esta pressão atravessa o tecido mole e desencadeia uma vibração unidirecional de 180 gramas destinadas a informar o sistema nervoso sobre a origem do seu problema e provoca uma auto-correção global, não estressante e natural do corpo.

Este é um aparelho que lhes permitirá agir sem nenhuma manipulação, direcionando no corpo os estímulos idéias, num lugar correto, de forma muito precisa … tudo economizando suas forças! Eu posso também lhes dizer que meus tratamento são eficazes tanto pela manhã como à noite, e que eu não acumulo mais o cansaço como antes …!

IV- ABORDAGEM TEÓRICA:

Durante toda a nossa vida, nosso corpo é submetido a pressões, estresse, movimentos repetitivos, a choques físicos e emotivos.

Nós temos, por outro lado, hábitos que deformam nossa coluna progressivamente.

Sempre no mesmo sentido, mas para cada um diferentemente.

E um acontecimento lhes estressa, seus músculos se contraem, a deformação de sua coluna aumenta, uma torção ocorre na bacia e uma perna vai aparentar mais curta que a outra em um exame. Ocorre uma reação idêntica se, durante um tratamento, se eu apoiar com a mão, em uma articulação no sentido da lesão: é o teste da pressão que estressa o corpo. Ao contrário, se sempre usando a mão, eu for no sentido da correção da articulação, o corpo se relaxa e os dois membros inferiores se igualam.

Com a pressão da mão, nós podemos ter uma resposta positiva ou negativa do corpo do paciente.

Estresse: os músculos se contraem = resposta negativa,
Correção: os músculos se relaxam = resposta positiva,

O teste da pressão da mão vai confirmar a presença e a direção de um bloqueio. Este é o teste de base e de referência da técnica ENM.

V- DESENVOLVIMENTO DE UMA SESSÃO DE ENM:

O paciente está deitado em decúbito ventral.

Primeira parte do tratamento:

O paciente está deitado em decúbito ventral

Segunda parte do tratamento :

O paciente se levanta, correção em posição em pé
Plano de uma sessão de ENM em 5 pontos:

• Localizar a lesão
• Determinar o lado a corrigir
• Fazer o teste de pressão
• Corrigir com a ajuda do ENM
• Verificar o resultado

1- Localizar a lesão:

Conforme o nível da lesão, um movimento de cabeça, de braço, de uma perna ou ãs vezes a combinação de mais de um destes movimentos serão pedidos ao paciente. Cada um destes movimentos efetuados ativa ou passivamente, desencadeia uma reação imediata do corpo do paciente.

Três hipóteses são possíveis

a- o corpo está em situação de estresse,
b- o corpo está relaxado,
c- nenhuma resposta: o corpo não está em situação de estresse e nem relaxado.
O problema articular responsável pela dor do paciente é localizado precisamente. Um vez a vértebra ou a articulação testada se o corpo se estressa, aparecerá uma torção na bacia e isto fará aparecer uma falsa perna curta na posição 1.
É o sinal de uma lesão.

2- Determinar o lado a corrigir

Uma vez localizado o nível da lesão, para conhecer o lado a corrigir, flexionar as pernas na posição 2, isto é, a 90º , e observar o resultado. O lado da perna que se alonga ou que permanece longa nesta posição 2 indica o lado a corrigir.

3- Fazer o teste de pressão

Antes de corrigir a lesão da articulação, existe uma verificação a fazer, indispensável: o teste da pressão. Ele consiste em apoiar suavemente, do lado e no sentido da correção sobre a articulação a ser corrigida. Imediatamente o corpo se relaxa e as duas pernas em 1 e em 2 se igualam.

4- Corrigir com a ajuda do ENM :

Resta somente clicar com o ENM do lado e na direção do teste de pressão. Isto fixa a correção.

5- Verificar o resultado:

O sistema nervoso tendo integrado a correção necessária, refazendo-se o teste, o corpo do paciente não deve mais reagir (hipótese C).

VI- EXPLICAÇÃO DO TRATAMENTO

Durante o tratamento, a cada teste, nós corrigimos e estimulamos unicamente as zonas que necessitam. O corpo aceita esta informação, o que será positivo.

O corpo não é forçado, ele é livre para aceitar a informação e reagir imediatamente na maioria dos casos. No entanto, a reação poderá ocorrer 24 ou 48 horas depois do tratamento e algumas vezes três ou quatro sessões, conforme o nível do bloqueio. Nós enviamos uma informação para fazer reagir o corpo, que desencadeará seu processo de auto cura.

Todos os biomecanicistas e os energeticistas sabem e dizem: ” Tudo está englobado em tudo”. Cada ação cria uma reação.

As doenças psicossomáticas são mais reveladoras para compreender que o corpo é o reflexo da alma. A coluna, que é o mastro do corpo, recebendo todas as informações. Estimulando de maneira precisa a coluna, nós podemos equilibrar e anular as tensões neuromusculares.

Cada zona de influência de um nervo raquidiano se divide em múltiplas partes para formas o segmento ou inervação segmentar, que é todo o território de influência de somente um nervo raquidiano.

* Nós agimos, portanto, sobre:

  1. O neurônio que são o nervo raquidiano e os nervos vegetativos,
  2. O dermátomo que é a zona de influência do nervo raquidiano na pele e no tecido subcutâneo,
  3. O miótomo que é a inervação do músculo, dos tendões, dos ligamentos e das aponeuroses,
  4. L’anterome que é a inervação das vísceras correspondente ou do território visceral ainda chamada viscerótomo e angiótomo para os vasos sanguíneos e linfáticos,
  5. L’osteome que é a inervação do osso,
  6. O reflexo psico-afetivo correspondente do córtex.
  7. Agindo sobre uma parte do segmento, por via reflexa atua-se em seguida em todo o órgão e o emocional correspondente, como na acumpuntura.

VII- AS DUAS ETAPAS COMPLEMENTARES DO TRATAMENTO:

* Com as duas etapas complementares do nosso tratamento com ENM, em decúbito e em pé, nós estimulamos especificamente o sistema nervoso que responde através de reações diferentes:

* EM DECÚBITO : o arco reflexo age sobre os músculos dinâmicos e estáticos peri-articulares da zona tratada, o que necessita uma correção exata e precisa sobre a vértebra selecionada. O corpo reage imediatamente se relaxando e os dois pés do paciente se equilibram indicando o sucesso da auto-correção.

* EM POSIÇÃO DE PÉ : nós atuamos no sistema postural fino, que coordena as tensões musculares de forma autônoma, permitindo ao corpo de se mover e de continuar em pé sem estímulo nervoso voluntário. Utilizando o ENM nas inserções tendinosas musculares dos grandes músculos próximo de suas inserções ósseas no local onde se situam os receptores proprioceptivos, nós permitimos ao corpo de se reequilibrar imediatamente. O ganho de amplitude articular nos traz a confirmação.

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