Hipoterapia ou Equoterapia: quando o cavalo é seu melhor amigo

O cachorro talvez não seja mais o único melhor amigo do homem. Para certas pessoas, é o cavalo que cumpre esse papel. Através da equoterapia ou hipoterapia, pacientes com necessidades educativas especiais estão conseguindo melhorar a qualidade de vida. Neste caso, o animal funciona como o agente motor desse novo tratamento.

O que é a Equoterapia?

A equoterapia é um método que utiliza o cavalo em uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação. O objetivo é buscar o desenvolvimento de pessoas portadoras de deficiências ou necessidades educativas especiais.

O passo do cavalo que contribui para a melhora da força, flexibilidade, relaxamento, equilíbrio, ritmo, conscientização, coordenação motora e alinhamento postural. Na cadência do passo do animal, o cavalo faz com que a pessoa que o monta execute, mesmo que involuntariamente, movimentos tridimensionais horizontais e verticais.

Primórdios históricos

A interação entre o homem e o cavalo é antiga. Em 400 a.C., Hipócrates, considerado o pai da medicina, aplicava em seus pacientes a equitação com o intuito de regenerar a saúde. O tratamento apresentava bons resultados e foi sendo explorado com o passar dos tempos.

Segundo dados históricos, a equitação foi importante nas recuperações físicas e psicológicas dos mutilados da Segunda Guerra Mundial na Europa. Em 1952, a dinamarquesa Liz Hartel conquistou a medalha de prata em adestramento nas Olimpíadas de Helsinki, na Finlândia, superando as sequelas da poliomielite que contraíra quando criança. A parti dai, surgiram os primeiros centros na Europa e Estados Unidos.

No Brasil, apesar de já ser reconhecido como método terapêutico pelo Conselho Federal de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitacional desde 1997, ainda é pouco conhecido, até mesmo em ambientes médicos, embora a prática tenha crescido significativamente nos últimos anos.

O tratamento é mais rápido. É lúdico e a quantidade de estímulos é maior. A equoterapia não é indicada apenas para pessoas especiais. O método proporciona apoio a quem tem dificuldades escolares, dependência física, estresse ou que estão na terceira idade.

Com funciona?

Após o exercício (as sessões de equoterapia), o praticante terá executado de 1,8 mil a 2,2 mil deslocamentos, que atuam diretamente sobre o seu sistema nervoso profundo, responsável pelas noções de equilíbrio, distância e lateralidade.

O cavalo, a cada passo, realiza um movimento rítmico, preciso e tridimensional ao caminhar. Essa cadência é que proporciona o processo terapêutico. Esses estímulos são transmitidos repetidamente para o sistema nervoso central, desencadeando respostas positivas. O simples andar do animal faz dele uma “máquina terapêutica” capaz de garantir ao praticante uma maior capacidade motora.

A equoterapia desenvolve o aprendizado motor ou cognitivo, levando o praticante a mudanças, descobrindo o seu potencial, sua eficiência nas atividades da vida diárias (AVDs), tornando-se um ser mais feliz e realizado.

Por: Cláudia Soares dos Santos

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