A atividade física e o câncer

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, 72% a 95% dos pacientes com câncer que recebem tratamento apresentam aumento da fadiga.

Esse cansaço resulta em diminuição significativa da capacidade funcional, levando-os a uma perda de qualidade de vida. O metabolismo de pacientes portadores de câncer sofre modificações devido ao estresse criado pela própria doença, como também pelos efeitos colaterais produzidos pelos tratamentos tradicionais administrados (cirurgia, quimioterapia ou radioterapia). As combinações dessas modificações metabólicas podem ser associadas à depressão psicológica e à diminuição do apetite, fatores que levam os pacientes a iniciarem um ciclo vicioso de perda de massa muscular, diminuição nos níveis de atividade física, resultando em um estado de fraqueza generalizada.

A atividade física produz alterações metabólicas e morfológicas crônicas que podem torná-la uma acréscimo importante no tratamento e no processo de recuperação envolvendo pacientes com câncer.

Alguns centros especializados em reabilitação, nos Estados Unidos, têm utilizado diferentes programas de exercícios físicos na recuperação desses pacientes. Programas de tal natureza têm objetivos variados, mas o principal objetivo é utilizar uma associação de atividades visando a diminuição das alterações deletérias causadas no metabolismo, melhorando assim a qualidade de vida e criando uma melhor expectativa no combate à doença.

Os principais benefícios são reconhecidos sobretudo na capacidade cardiovascular, pulmonar e muscular, através da melhora do consumo de oxigênio, da coordenação, do equilíbrio, da força, da flexibilidade, e da diminuição da gordura corporal. Além disso, o aspecto psicológico é ativado, uma vez que eleva a auto-estima, incentivando uma melhor disposição nas atividades diárias.

A fisioterapia tem trabalhado em diversos programas de reabilitação para o paciente oncológico. Traçar um plano de condicionamento adequado requer ao fisioterapeuta o conhecimento da doença, suas complicações e os efeitos do tratamento. O importante é que a atividade seja bem indicada, aplicada e monitorada por um profissional capacitado da área da saúde.

A assistência fisioterapêutica, além de tratar e amenizar, por exemplo a fadiga, a fraqueza muscular e algumas outras complicações, visa também prevenir o aparecimento desses sintomas citados. Por isso a intervenção/abordagem precoce; treinando, condicionando e orientando os pacientes, antes mesmo do início do tratamento específico,(quimioterapia e cirurgia por exemplo), são de notável valia melhorando significativamente as condições físicas para enfrentar o tratamento.

Lançamos mão de diversas atividades de reabilitação, como a aeróbica: caminhada em esteira ou exercícios ativos em solo, exercícios com e sem carga (peso), alongamentos, relaxamento muscular. Tais atividades são associadas a exercícios respiratórios, além de uma monitorização adequada durante toda a atividade e o acompanhamento de toda a equipe multidisciplinar presente na CliniOnco.

Consulte seu médico oncologista. Poucas são as restrições para a prática de atividade física, o que não indicamos é o sedentarismo, permanecer somente deitado, em casa sem exercer atividade alguma é o que agrava e favorece o cansaço e a fraqueza muscular.

A CliniOnco oferece programa individualizado e orientado de condicionamento físico. E, em breve, programa em grupo de exercícios físicos regulares durante o tratamento.

LEMBRE-SE: A FALTA DE ATIVIDADE FÍSICA É UMA IMPORTANTE CAUSA SUBJACENTE DE DOENÇA E INCAPACIDADE, PORTANTO, EXERCITE-SE!!!

Por: Greice Verza, fisioterapeuta

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