Asma afeta até 20% das crianças no Sul

A asma afeta entre 15% e 20% das crianças e adolescentes da região Sul do país.

Esse dado consta de estudo realizado por especialistas do Grupo de Pneumologia Pediátrica da PUCRS, que tem a atuação voltada para o avanço do conhecimento em relação à doença e ao aperfeiçoamento do diagnóstico. O coordenador do Laboratório de Pesquisas em Doenças Respiratórias Pediátricas da PUCRS, pediatra Renato Stein, salientou ontem que grande parte das crianças com chiado no peito, tosse crônica recorrente ou dificuldade respiratória têm menos de 5 anos. Stein afirmou que o risco aumenta nos casos em que há histórico familiar para a asma e alergias. Ele acrescentou que alguns exames auxiliam a determinar quais os pacientes que podem se beneficiar com o uso de medicações preventivas.

Um dos maiores especialistas em estudos ligados à asma, o pneumologista Fernando Martinez, proferiu palestra no Anfiteatro do Hospital São Lucas (HSL) da PUCRS, a convite do Grupo de Pneumologia Pediátrica. Chefe do Centro Respiratório da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, Martinez destacou a importância do tratamento e da prevenção da asma já nos primeiros anos de vida. ‘Não se nasce com o pulmão asmático. Algo ocorre nos primeiros anos de vida e, portanto, a prevenção da doença precisa ocorrer nesse período’, ressaltou o especialista.

Em estudo realizado pelo Grupo de Pneumologia Pediátrica da PUCRS com crianças de Uruguaiana, na Fronteira-Oeste do Estado, foi constatado que as características da asma em populações carentes diferem das observadas em pessoas de países desenvolvidos. ‘O tipo de asma nas comunidades mais pobres é menos alérgico e tem ligação com infecções por vírus respiratórios’, explicou Paulo Pitrez, integrante do grupo do HSL. Ele destacou que, apesar de não apresentar taxas de mortalidade significativas, a asma pode afetar profundamente a qualidade de vida de uma pessoa. Porém, destacou: ‘Os tratamentos disponíveis hoje possibilitam o controle da doença’.

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