Ultra-Som

Publicado em 8 de março de 2015

Ultra-Som

Tipos de ondas utilizadas na terapia Ultra-Sônica

O ultra – som para fins fisioterápicos dispõe de 2 formas de ondas geradas pelo transdutor – aplicador, são elas:

Ultra-Som

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Onda contínua – Tem basicamente a finalidade de gerar calor e exercer micromassagem em profundidade. Quando a terapia é aplicada através de ondas contínuas a energia ultra – sônica produz um contínuo incremento no aquecimento dos tecidos e o tratamento pode tornar-se intolerável para o paciente, principalmente em casos de traumas mais agudos e recentes, onde o ultra – som pode ser bastante eficaz. Uma das causas do aquecimento excessivo é a aplicação feita próxima a superfície dos ossos, onde a vascularização sangüínea subperiostal é pobre e portanto não contribui para dissipar o calor.

Onda pulsátil – São geradas pelo transdutor – aplicador pulsos de ondas de período variável, os quais emitem energia de forma periódica onde, através do tempo de repouso entre os pulsos permite-se que a circulação sangüínea resfrie a área tratada, impedindo dessa forma um excesso de aquecimento. Temos neste caso, efeitos fisiológicos resultantes de um processo não térmico. Um dos principais efeitos é a alteração da permeabilidade dos vasos (reabsorção de edemas).

Efeitos do Ultra-Som

· Mecânico – as ondas ultra – sônicas ao penetrarem no tecido vão provocar uma vibração a nível celular (micromassagem), acelerando a velocidade de difusão de íons através da membrana celular. Com isto, teremos um aumento da permeabilidade da membrana e uma aceleração dos processos osmóticos. O potencial da membrana é alterado, produzindo a sua despolarização. Regula o desequilíbrio. O ultra – som age como uma catalisador físico, acelerando as trocas celulares e reações.

· Térmico – Este efeito é decorrente da absorção das ondas ultra – sônicas pelo tecido e se transformando em calor. A vibração celular e de sua partículas provoca um atrito entre elas, produzindo assim o efeito térmico. A produçãode calor é maior nas áreas limítrofes músculo/osso. No ultra – som com feixe contínuo prevalece mais o efeito térmico, o que não ocorre com o feixe ultra – sônico pulsátil ou intermitente.

Modo de utilização

Técnicas de aplicação

· Por acoplamento direto ou de deslizamento

· Subaquático

· Do balão

· Do funil

· Do refletor

· Paravertebral Reflexo

· Redutor do cabeçote

Método por acoplamento direto ou de deslizamento (mais comumente utilizado)

No acoplamento direto, utilizamos uma substância cuja impedância acústica é bem próxima a da pele.Pode ser pomada de petróleo, óleo mineral, vaselina ou gel (mais utilizado). Esse método é usado no tratamento de áreas planas, regulares, sem acidentes ósseos, e que suportem a pressão do cabeçote ou transdutor. A pele tem que estar íntegra. O paciente não pode sentir dor à pressão do cabeçote. O cabeçote fica em contato direto com a parte a ser tratada.

Técnica: Colocamos a substância (gel, vaselina) na região a ser tratada e no cabeçote. Se a área for circunscrita, realizamos movimentos circulares leves com uma certa pressão. Se a área for externa os movimentos devem ser de deslizamento circulares no sentido longitudinal. Manter sempre o cabeçote numa posição plana e bem aderido à pele, para evitar “ar” entre ocabeçote e a pele. Manter constantemente saturado com a substância para evitar reflexão e facilitar os movimentos.

Fonte:http://www.fisioterapiasalgado.com.br/visualiza.asp?id=86

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