Sinta-se bem com a musicoterapia …

Publicado em 31 de outubro de 2014

Pode-se dizer que a música é quase tão antiga quanto a humanidade. Ela evoluiu junto com o Homem, aproximou culturas e serviu de instrumento para que expressássemos nossas emoções. Ouvir música para se sentir bem também não é nenhuma novidade. Especula-se que na Grécia Antiga, Platão já indicasse o uso de sons musicais para a saúde da mente e do corpo.

Mas foi durante a II Guerra Mundial que a capacidade terapêutica da música começou a chamar a atenção. Nos hospitais repletos de combatentes e civis feridos, os médicos notaram uma sensível melhora dos pacientes que tinham acesso, via rádio, à programação musical. Os bons resultados despertaram o interesse dos estudiosos e a musicoterapia passou a ser encarada como ciência. Algum tempo depois, foi criado nos Estados Unidos o primeiro curso superior de musicoterapia. No Brasil ele é ministrado desde a década de 70. Ainda está em trâmite o projeto de regulamentação da profissão de musicoterapeuta, mas já é possível se especializar nessa área em cursos de pós-graduação.

A musicoterapeuta Mariana Redondo, formada pela Universidade de Ribeirão Preto (SP), defende a qualificação dos profissionais como garantia para que as pessoas se beneficiem da terapia. “A musicoterapia possui técnicas específicas, com objetivos terapêuticos. É uma ciência que pretende melhorar a qualidade de vida das pessoas, conforme suas necessidades e possibilidades. Por tudo isso, deve ser exercida por um profissional especializado no assunto”, explica Mariana.

Utilizando recursos musicais como a escuta, o canto e a execução de instrumentos, a musicoterapia trabalha desde a prevenção até o tratamento e a reabilitação do paciente, promovendo a melhora da qualidade de vida. “Os benefícios são todos aqueles de se passar por um processo terapêutico, como o aumento do auto-conhecimento, melhor desenvolvimento global da pessoa e o favorecimento do seu bem-estar. Sempre respeitando suas limitações “, diz a musicoterapeuta.

Como música não faz mal a ninguém, as sessões de musicoterapia podem ser indicadas para qualquer pessoa. Porém, a adoção dessa terapia é maior entre portadores de deficiências física, mental, visual ou auditiva, portadores de síndromes genéticas, pacientes em coma ou terminais, portadores de HIV ou câncer, autistas, em casos de depressão, stress, problemas de aprendizagem e gestantes, entre outros.

As sessões podem acontecer em hospitais, consultórios, escolas, instituições e até mesmo em casa. “É importante destacar que não é necessário ter conhecimento musical ou saber tocar nenhum instrumento, e como o objetivo não é didático e sim terapêutico, a pessoa não vai aprender a tocar” completa Mariana Redondo.

http://edunutri.com.br/saude/saude9a.asp

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