A Propriocepção e a Manutenção da Postura

Publicado em 19 de fevereiro de 2015

Propriocepção e Postura

Como Bergin e col. (1995) que afirmam que é mais que evidente que a propriocepção é o mais importante impulso sensorial para o controle postural em seres humanos. Por outro lado, sabemos que não é só o estímulo proprioceptivo que faz a regulação da postura; para Wolfson et all (1994), o equilíbrio postural usa informações sensoriais na forma de impulsos vestibulares, visuais e proprioceptivos. Estes impulsos são processados por estruturas neurais, que produzem resposta motora organizada que reflexamente restitui o alinhamento postural.

Propriocepção e Postura

Propriocepção e Postura

Assim, tanto o sistema visual quanto o vestibular, contribuem efetivamente para o controle da Postura, principalmente, quando há alguma alteração no sistema proprioceptivo.

Para Blouin e col. (1995), a exclusiva informação vestibular não terá utilidade para o propósito de orientação corporal. Sinais proprioceptivos intactos dos músculos do pescoço e do corpo são requeridos para computar acuradamente a magnitude da rotação passiva do corpo no escuro.

A palavra propriocepção vem do latim proprio- de si mesmo, ceptive- receber. Este sistema está integrado com a sensibilidade profunda e informa sobre a posição, velocidade, distância e direção do movimento considerando a relação existente entre um segmento e outro adjacente. Isto nada mais é do que a percepção consciente da posição em que se encontra os determinados segmentos no espaço, como explicitado por Fredericks e Saladin (1996) que afirmam que o termo propriocepção é usado para descrever a consciência da posição ou do movimento corporal.

Isto envolve tanto a sensação da posição corporal com respeito à gravidade quanto a relação de posição entre suas diversas partes. Os proprioceptores, por sua vez, são estruturas presentes na articulação, nos músculos e seus tendões. Estas estruturas são responsáveis por enviar ao Sistema Nervos Central todo o tipo de informação concernente a organização espacial dos segmentos.

Segundo o Comité de Postura da American Academy of Orthopaedic Surgeons (1947) postura define-se como o arranjo relativo das partes do corpo. A boa postura é o estado de equilíbrio muscular e esquelético que protege as estruturas de suporte do corpo contra lesão ou deformidade progressiva independente da atitude (ereta, deitada, agachada, encurvada) nas quais estas estruturas estão trabalhando ou repousando.

Sabemos que a estrutura que capta informações a respeito do estado em que se encontra o segmento corporal em relação ao segmento adjacente, são os proprioceptores . Eles percebem e enviam a informação para o Sistema Nervoso Central que, como resposta motora, permite a melhor relação entre os segmentos corporais, isto é, aquela relação que levará ao estado de equilíbrio interno, a homeostase.

Sem sombra de dúvidas, é a informação proprioceptiva o mecanismo de suporte para uma postura equilibrada, isto é, para uma relação entre os segmentos corporais íntegra e funcional, que protege as estruturas corporais contra injúrias, progressivas deformidades e desordens estruturais, além de permitir um ambiente mais favorável para a atividade dos órgãos vitais.

Fitzpatrick e McCloskey (1994), relatam em seus estudos que durante o ortostatismo, impulsos proprioceptivos das pernas promovem o maior meio sensitivo para a percepção da postura e da oscilação. Em geral, um indivíduo sadio pode, a todo momento, estar informado a respeito da posição das diversas partes do corpo com relação as outras partes e ainda perceber se está realizando algum tipo de deslocamento. Para Cordo e col. (1994), em seu trabalho afirmam “nós incluímos em nossa definição de propriocepção toda informação postural e de movimento fornecido ao Sistema Nervoso Central por receptores sensoriais em músculos tendões e articulações”.

Podemos concluir, que há uma relação muito intensa entre a informação proprioceptiva e a manutenção da postura, onde o entendimento desta relação é de suma importância para o Fisioterapeuta pois estes conceitos devem ser aplicados na elaboração de programas terapêuticos que serão implementados tanto nos pacientes restritos ao leito quanto naqueles que, deambulando, acessam o local de tratamento

fonte:http://www.santafisio.com/trabalhos/ver.asp?codigo=109

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