Prevalência Das Modalidades De Cefaléias

Publicado em 17 de março de 2015

Prevalência Das Modalidades De Cefaléias

Prevalência Das Modalidades De Cefaléias

Prevalência Das Modalidades De Cefaléias

A utilização de exames complementares como os de imagem, são importantes para fornecer informações adicionais que auxiliem na elucidação do diagnóstico.

1. Imagenologia:

A imagenologia pode investigar ou confirmar uma patologia , identificar o estadiamento da mesma , bem como verificar a eficácia de um tratamento previamente administrado. Para interpretar as imagens da ATM é necessário conhecimento da anatomia, fisiologia e fisiopatologia, assim como a aplicabilidade do exame imaginológico de escolha. Cabe ao profissional solicitar o exame mais simples, menos invasivo, e dispendioso para o paciente, e que ao mesmo tempo forneça a melhor visualização do tecido que se deseja analisar.

Uma gama de técnicas podem ser empregadas desde exames convencionais como a panorâmica, transcranianas e lateral de ATM, tomografias simples , exames avançados como a TC e RM, até técnicas mais invasivas como a artrografia e cintilografia óssea.

1.1 Convencionais: As radiografias da ATM devem fornecer imagens bilaterais à nível de comparação. Sua limitação consiste em evidenciar apenas as estruturas ósseas, o disco articular não aparece, sendo a avaliação indireta de sua posição estabelecida pela distribuição dos espaços articulares, considerado normal quando há concentricidade do côndilo em relação à fossa, isto é, espaços anterior, posterior e superior similares. O posicionamento do côndilo pode ser de concentricidade, deslocamento anterior ou posterior. Porém a determinação do espaço articular é imprecisa em virtude da distorção das estruturas articulares e sobreposição de outras estruturas. A capacidade de translação do côndilo em relação à eminência articular , hipo ou hipermobilidade também pode ser avaliada nos exames com tomada de boca aberta e fechada.

1.1.1 Panorâmica: È solicitada inicialmente para direcionar a solicitação de novos exames, caso seja necessário. Fornece uma ampla visão da maxila e mandíbula, sendo útil na investigação de alterações “grosseiras” de forma, alterações degenerativas, dentárias (como fonte primária de dor), fraturas e neoplasias. Sujeita a possíveis distorções, sobretudo por se tratar de uma imagem plana de estruturas tridimensionais , bem como falhas decorrentes do correto posicionamento do paciente no momento da tomada radiográfica.

1.1.2 Transcraniana: O feixe central dos raios X atravessa supero-inferiormente o crânio acima da porção petrosa do temporal do lado contralateral a ser visualizado, produzindo assim distorções na imagem dos componentes articulares por sobreposição de outras estruturas, sendo dessa forma de difícil avaliação. È feita em duas tomadas: boca aberta e fechada. Utilizada para investigação de alterações dos espaços articulares , alterações degenerativas grosseiras e de hipermobilidade articular. Técnicas ântero-posteriores (submentovertix) combinadas podem ser utilizadas para sua correção. Pelas limitações citadas acima preconiza-se a solicitação da lateral de ATM.

1.1.3 Telerradiografia lateral de ATM: Também em quatro tomadas: boca aberta e fechada direita, boca aberta e fechada e esquerda. Indicada para visualização dos espaços articulares, contornos ósseos das estruturas articulares e translação condilar. Por sua projeção lateral, apresenta distorções e sobreposições diminuídas em relação à transcraniana.

1.2 Tomografia linear ou planigrafia : É o método mais preciso para examinar alterações ósseas, a alta resolução da imagem sem distorções representando de forma real os espaços articulares, é obtida através de cortes seriados. Tomada em boca aberta e fechada, é indicada para avaliar alterações ósseas estruturais como osteófitos e erosões, podem demonstrar estreitamento do espaço articular, sugerindo deslocamento de disco, é superior para avaliar a mobilidade condilar.

1.3 Tomografia Computadorizada: Nessa técnica os raios X incidem em sensores ao invés de filme, a radiação é convertida em sinais elétricos e a imagem é formada no computador em pontos que variam do cinza para o preto. Os cortes primários são horizontais ou frontais e os secundários reconstruídos nos planos horizontal e sagital. È recomendada para investigação de patologias ósseas, anquiloses , neoplasias, poliartrites e alterações ósseas degenenerativas A cortical óssea aparece clara e a medular escura. A desvantagem das tomografias consiste em exigir aparelhos mais específicos, usar mais radiação e não visualizar tecidos moles.

1.4. Ressonância Magnética: É um exame que não utiliza radiação ionizante, permite a visualização de tecidos moles e duros, sendo freqüentemente utilizada no diagnóstico das disfunções intra-articulares, sobretudo o deslocamento de disco sem redução.É indicada também na avaliação dos tecidos musculares, ligamentos articulares e alterações medulares. Contra-indicada para pacientes que apresentam marcapassos ou clipes de ferromagneto. Sua principal desvantagem é o custo, devendo portanto ser bem indicada. Como o corpo humano é constituído em grande parte por água , seu princípio baseia-se no alinhamento dos prótons de hidrogênio por meio de um campo magnético, produzindo um hipossinal (imagem escura) ou hiperssinal (imagem clara). Assim tudo que contém mais H2 aparece claro: medular e gordura (hiperssinal), músculo em tons de cinza – isossinal , o disco (cartilagem) e zona bilaminar mais escurecidos e a cortical escura (hipossinal). As imagens são obtidas em contrastes T1( visualização anatômica) e T2 (patológias).

1.5. Artografia: É um exame invasivo, onde é injetado contraste nos espaços articulares. Pelo extravasamento do contraste para o outro compartimento pode indicar a perfuração de disco, sendo o método mais confiável para esta alteração. Por sua invasividade e desconforto tem sua indicação limitada . Não deve ser realizado na presença de infecções agudas ou quando hipersensibilidade alérgica à iodetos.

1.6. Cintilografia óssea: Administração endovenosa de um isótopo radioativo combinado com um composto fosfatado, que se fixa em regiões de alta osteoblástica, seguida por exame radiográfico. Indicado quando suspeita-se de distúrbios de crescimento.

2. Termometria:

A termometria cutânea infravermelha ou termografia consiste em um exame não invasivo, sem radiação, que mostra alterações metabólicas e fisiológicas além de detalhes anatômicos. É utilizada no diagnóstico de anormalidades neurológicas e músculo-esqueléticas. Baseia-se na avaliação da simetria entre pacientes normais e sintomáticos (assimétricos). Temperatura aumentada, sugere aumento de circulação sanguínea por dor ou processo inflamatório. Diminuição de temperatura, má circulação sanguínea por lesões de nervos e dores crônicas . Em DTM, deve obter-se uma diferença de 0,3 graus entre as articulações para diagnosticar a alteração, a osteoartrite aparece como imagens quentes e pontos de gatilho como pontos frios.

3. Injeções anéstésicas de diagnóstico: Bloqueios dos pontos de gatilho miofasciais para identificar a origem e local da dor, bem como promover analgesia . È realizado com anestésico sem vaso constritor , geralmente a lidocaína 2% ou a Mepivacaina 3%, por serem os menos miotóxicos. Bloqueios anéstésicos podem ser também realizados na ATM (nervo aurículo temporal), e para descartar a dor de origem odontogênica.

4. Exames sangüíneos e urina: Em busca de marcadores para identificar problemas hematológicos, reumatológicos, ou outras anormalidades sitêmicas.Por exemplo, fator reumatóide-artrite, HLA-B27 para espondilite anquilosante. Porém esses não possuem alta especificidade. Utilizados como confirmação diagnóstica.

5. Exames experimentais:

Análise do líquido sinovial: Pesquisa, em busca de marcadores bioquímicos de dor e produtos de inflamação.

Análise do limiar da dor à pressão: É a deneminada algometria de pressão, usada para quantificar o limiar de dor, pode ser utilizado nos músculos mastigatórios como o temporal e masseter.

Eletromiografia : Monitaram a atividade muscular através de eletrodos, sendo úteis no fornecimento de informações das atividades musculares e juntamente com técnicas de feedback, monitoram a tensão durante treinamento de relaxamento.

escrito por:Omar Franklin Molina, DDS, MS; José dos Santos Jr. , DDS, MS; Eduardo Grossman MS, PhD.

fonte:http://www.dtmedororofacial.com.br/artigos.php?id=5#p

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