Memória e cognição

Publicado em 26 de março de 2015

Memória e cognição

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Memória e cognição

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A população brasileira vem passando por um processo de envelhecimento, em função da melhoria das condições de saúde e do conseqüente aumento da expectativa de vida. No entanto, muitas vezes o processo de envelhecimento é acompanhado pelo declínio das capacidades físicas e cognitivas dos idosos, de acordo com suas características de vida. Esse declínio é maior em relação à memória e à capacidade de atenção. É o que mostram Irani Argimon e Lilian Stein, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em estudo realizado com 46 idosos com mais de 80 anos de idade do município de Veranópolis, na serra gaúcha.

De acordo com artigo publicado na edição de janeiro/fevereiro de 2005 dos Cadernos de Saúde Pública, “as habilidades cognitivas enfocadas foram: percepção subjetiva da memória, fluência verbal, memória e atenção. Além disso, foi investigado se escolaridade, idade e lazer contribuíam para explicar diferenças nos escores observados no intervalo de três anos”. Os idosos foram examinados em dois momentos, com um intervalo de três anos, em janeiro de 1998 e reexaminados em 2001, utilizando-se os mesmos instrumentos.

Os pesquisadores constataram que houve uma pequena tendência de decréscimo no desempenho cognitivo geral dos idosos no período. “Eles apresentaram um desempenho de habilidades cognitivas cujo declínio foi de intensidade leve, não sendo suficiente para acarretar mudanças significativas no seu padrão cognitivo”, explicam no artigo.

As maiores perdas relacionaram-se à memória e aos níveis de atenção. No que se refere à fluência verbal, eles não observaram diferenças significativas. No entanto, Irani e Lilian verificaram que há uma correlação positiva entre o número de atividades de lazer e o desempenho cognitivo dos indivíduos: “o envolvimento com a comunidade, diferentes atividades de lazer, convívio com familiares e atividades físicas, podem atuar como fatores de proteção ao declínio cognitivo”.

O mesmo acontece em relação à escolaridade. Segundo eles, os idosos que tinham mais anos de escolaridade conservaram um melhor resultado no período de três anos em muitas das funções cognitivas examinadas.

Dessa forma, eles alertam para a necessidade de apoio. “Muitos fatores psicossociais contribuem para um envelhecimento saudável e incluem família, educação, cuidados com a própria saúde, além de motivação e iniciativa da própria pessoa muito idosa”, ressaltam no artigo.

Fonte: Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)

http://www.maisde50.com.br/artigo.asp?id=6028

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