Alterações Sensoriais no Tronco Bebê

Publicado em 22 de fevereiro de 2015

ALTERAÇÕES SENSORIAIS NO TRONCO BEBÊ…

A alteração sensorial representa uma influência significativa no tipo de tônus que pode se tornar em hipo ou hipertônica. Isso é uma prova que não precisa haver alteração ou um distúrbio motor para que exista uma alteração postural.

Alterações Sensoriais no Tronco  Bebê

Alterações Sensoriais no Tronco Bebê

A hipotonia significa uma dificuldade da criança em perceber e se movimentar contra a gravidade, contribuindo para fixações que podem ser: ACENTUADA (fixações são mais proximais) e LEVE (mais distal – pés e mãos).

Enquanto isso, a hipertonia representa a capacidade de se movimentar prejudicada, de forma a restringir certos movimentos que acabam se tornando esteriotipados. Uma criança hipertônica é aquela que não consegue desenvolver novas sensações de posturas, não adquire e nem sente novos movimentos. A partir de 1 a 3 meses, a hipertonia por uma alteração sensorial, pode iniciar retrações musculares e fixações articulares.

De acordo com as POSTURAS que a criança adquire surgem as FIXAÇÕES

ALTERAÇÕES SENSORIAIS TÁTEIS

ESTÍMULO TÁTIL pode ser:

HIPO-SENSÍVEL – Dormência tátil (bebê largado no berço com respiração pobre, inteligência cognitiva preservada)

Normal

HIPER-SENSÍVEL – Defensibilidade tátil (criança irritadiça, chorona, assustada…)

Obs.: Através dos pés da criança que se pode ter os primeiros sinais de espasticidade ou não; o comprometimento sensorial de um só lado, como hemiplegia, poderá desencadear mais deformidades, como uma escoliose.

O desenvolvimento motor ocorre de proximal para distal (tronco para cervical, MMSS e MMII), enquanto que o desenvolvimento sensorial dá-se o contrário.

A partir do 4o mês, a postura adequada é decisiva para os movimentos corretos da cintura pélvica, MMII e pés de maneira que os músculos abdominais tornam-se ativos em crianças normais.

A hipotonia dos músculos abdominais favorece:

1) MMII em RE e ABD

2) Pés em enversão e flexão dorsal (pé primitivo)

A hipertonia dos músculos abdominais favorece:

1)MMII em RI e AD

2)Pés em inversão e flexão plantar (pé patológico)

É neste caso, que a FISIOTERAPIA se torna mais atuante !

A má posição dos pés é dada por: a) alteração do tônus e b) modificação sensorial, sendo o pé eqüino ocasionado por dois motivos: a espasticidade e a hipersensibilidade tátil. Neste último, a operação do tendão calcanear torna-se INEFICAZ.

Qual seria o papel da Fisioterapia no bom posicionamento dos pés da criança?

Em caso de espasticidade comprovada, a Fisioterapia iria se desempenhar no trabalho de alongamento, no tratamento motor global e equilíbrio, ao contrário de crianças com hipersensibilidade que seria somado a esse tratamento a dessensibilização dos pés e exercícios com rotações do tronco com trabalho sensorial.

TRATAMENTO PELO CONCEITO BOBATH
Conceito: inibir os reflexos primitivos para estimular os reflexos normais.

Um bebê de 4 a 5 meses de idade, que apresenta atraso motor e uma musculatura abdominal inativa, será caracterizado por uma elevação dos ombros (oblíquos inativos), desalinhamento da cintura escapular e fixação da articulação. Isso não significa que é um sinal verdadeiro de espasticidade, mas impedirá a flexão anterior do braço e, com isso, a interação com o meio.

Sabe-se que do 5o ao 7o mês de idade, é o momento de desenvolver o esquema corporal da criança, havendo a capacidade de colocar a mão no joelho e no pé, de maneira que os abdominais estejam ativos.

Aumento do tônus muscular de forma generalizada impedirá o movimento normal e o equilíbrio da criança.

“A criança hipertônica é aquela que possui um defeito do seu esquema espacial. Para melhor trabalhar com esta criança, deve-se colocá-la em posição neutra, ou seja, em decúbito lateral, uma vez que esta facilita a interação com o meio”

escrito por: Ely Kogler Telg

fonte:http://www.santafisio.com/trabalhos/ver.asp?codigo=57

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